17 de novembro de 2009

Cristianismo?

Eu sempre aprendi a fundamentar minhas críticas, pois nunca pretendi ofender a integridade ou a imagem de ninguém gratuitamente. E este desejo, de não cometer injustiças contra quem quer que seja me leva sempre a buscar tantas informações quantas forem possíveis sobre os assuntos que desejo abordar, principalmente quando o escopo de qualquer texto seja uma crítica forte ao que quer que seja.

Nesse sentido, estive por algum tempo pesquisando, como já fiz em outras épocas, quando me interessei pelas Guerras Mundiais. Mas atualmente tenho buscado algum referencial teórico pra embasar as teorias que pretendo sustentar no meu trabalho de conclusão de curso. Acredito que nem todas as três pessoas que freqüentam este blog conheçam a temática deste trabalho, onde me aproveito da brecha criada em meu curso para o estudo da história para tentar provar, com base em documentos, que a Igreja Católica sempre foi uma instituição com razões escusas de existir, e que nunca houve nesta nenhum rastro de cristianismo.

Enquanto cristão, me chateia bastante ver como a 'Santa' Igreja vem denegrindo a imagem tanto de Cristo quanto de seu legado, a palavra que Ele nos deixou. E é esta minha motivação: Tentar abrir os olhos das pessoas para estes fatos que são desconhecidos de muitos. E hoje estou escrevendo com este propósito - trazer, em linhas gerais, minhas razões e o que tomarei de base para compilar meu TCC.

Tenho pensado bastante sobre qual linha seguirei, acredito que trabalhando de modo a confrontar as atitudes do catolicismo romano em face do que diz a bíblia, conseguirei algum sucesso na minha jornada. E pra isso é necessário que o leitor compreenda um fato simples: A Igreja Católica Apostólica Romana usurpou e continua usurpando do Ministério de Cristo para perpetuar o império romano, sem ter absolutamente nenhuma preocupação com o que de fato representa o Ministério de Cristo, que, de acordo com a Bíblia, o único registro fidedigno deste, é um ministério de amor e paz.

Ora, como dizer que é de paz uma Igreja que, por mais de um milênio, torturou, queimou e mutilou dezenas de milhões de pessoas em toda a Europa? O fato é que, como já discuti anteriormente, a Igreja Católica Romana foi uma arma que surgiu apenas para cumprir, a princípio, dois objetivos simples: primeiro o de conter o crescimento do evangelho e do cristianismo, que vinham se propagando de forma espantosa por todo o império, o que afrontava fortemente a cultura pagã da civilização greco-romana; depois, o catolicismo surge como meio de estender o domínio dos romanos, que se encontrava em decadência e precisava recuperar sua hegemonia, no que foram extremamente bem sucedidos, consoante nos mostra a própria história.

Veja que em nenhum destes objetivos se encaixa a pregação do
Evangelho da paz que Cristo nos trouxe. Ele mesmo disse: "Eu vim para que tenham vida, e vida em abundância". Não consigo encontrar ligação entre as palavras do Salvador e o que foi feito pelos católicos romanos desde o surgimento da Igreja Católica.

Depois de estabelecido o 'cristianismo' como religião oficial do estado, os romanos, que já vinham de matar cristãos no coliseu como uma forma de entretenimento, passaram agora a cometer uma nova forma de matança, dos supostos hereges e bruxas, que sequer tinham definições estabelecidas, de sorte que era possível que cada inquisitor definisse da forma mais conveniente qual seria o conceito de heresia e bruxaria, defendendo, inegavelmente, os interesses políticos dominantes, escolhendo estes ou aqueles inimigos ao sabor das demandas do império, travestido de religião.

Em nome de Deus, milhões de pessoas foram assassinadas, perseguidas, torturadas, em nome de Cristo, as pessoas viviam amedrontadas, vigiando cada passo, pois, na inquisição, a mais leve suspeita era marca patente de culpa, sem direito a apelação ou defesa. Veja aqui outro ponto interessante: Eles matavam pessoas em nome de Cristo, enquanto o próprio Cristo já dizia que seu ministério é de paz, e que ele veio trazer a vida!

A Igreja Católica sempre foi uma forma travestida de paganismo e ocultismo, através da qual muitas obras demoníacas foram levadas a cabo, homens e mulheres eram oferecidos como sacrifícios, queimados nas fogueiras após maquiavélicas sessões da mais cruel tortura. Entenda, leitor, que tortura e sacrifício humano no fogo sempre foram características tanto da magia negra quanto da magia branca, e que quanto maior o sofrimento na tortura e na morte, maior o sucesso nestas empreitadas nefastas.

Outra questão muito pertinente sobre o catolicismo romano emana do celibato. O celibato, ou abstinência de sexo, que não existia no princípio do catolicismo, mas que foi implantado após alguns séculos, foi outra forma de manifestar a perversidade e a sujidão desta igreja. Os padres, bispos e outros celibatários tinham seus desejos sexuais naturais suprimidos, o que gerava graves desvios de personalidade e transgressões tão pervertidas que sequer consigo transcrevê-las. Resultado desta perversão e abominação foi uma incontrolável obsessão sexual que resultou na morte de incontáveis mulheres na época da inquisição, mulheres que, nesta época, viviam amedrontadas face à ameaça dessa sombria instituição. Os padres dentro de seus confessionários ameaçavam com a inquisição mulheres que se negassem a coabitar com eles, o que fazia com que muitas sucumbissem a tal pedido, sabendo que a acusação nesta época era certeza de culpa. As humilhações a que as mulheres eram submetidas beiram o impensável: estupros sádicos, exposição pública, mutilações sem fim à busca da 'marca do diabo', que supostamente existia em todas as ditas bruxas, entre outras mais de crueldade igual ou superior.

Neste ponto se faz necessário um parêntese muito importante. Hoje o celibato ainda é uma base no catolicismo, os 'religiosos' se mantém (teoricamente) afastados de relações sexuais, supostamente para 'aumentar a santidade', mas os frutos que vemos são bem diversos da santidade pretendida: nos nossos dias muitos padres têm sido pegos na pedofilia, sem contar os padres que são pais e os que têm, à sorrelfa, mulher e 'família'. A questão é bem simples: por que a igreja católica romana não entrega às autoridades os padres e religiosos acusados de crimes como pedofilia? O que leva a igreja a não excomungar tais transgressores? A resposta é tão suja que me causa náuseas. O motivo pelo qual a igreja não expurga estes indivíduos é que tal expurgo seria ruim para a sua imagem, a igreja católica romana não deseja ver sua 'boa' imagem denegrida por acusações de pedofilia, prefere, ao invés disso, transferir para outras localidades tais padres, onde eles podem até ter novamente contato com crianças pequenas, de sorte que não raro há reincidências em casos como estes. Mais vale preservar a 'boa imagem' do que os bons costumes ou o amor pregado por Cristo.

Meu desejo com este texto não é a violência gratuita contra o catolicismo romano, é apenas trazer à luz fatos que são desconhecidos de muitos. Apesar de ser fácil enveredar por este caminho, eu desaconselho fortemente o ódio e o julgamento e ressalto: meu interesse é unicamente dar a você, leitor, meios para compreender como, por diversos séculos, o catolicismo vem enganando as famílias e roubando nossa fé, distorcendo o Evangelho de Cristo e arrastando milhares de vidas para o abismo, donde certamente emana a direção de tal igreja.

Livros escritos para dirigirem a inquisição têm questões bastante interessantes sobre estes temas, livros donde podemos extrair a verdadeira face da religião católica romana, além de compreender a natureza satânica de suas obras. Uma interessante e que merece citação, mesmo que superficial, neste texto é o 'O Martelo das Feiticeiras' (Malleus Maleficarum - no original). Tal bula, que serviu de base para julgamentos, torturas e assassinatos, foi escrita e assinada no ano de 1484 pelo papa Inocêncio VIII. Nesta obra são relatados detalhes de como procediam os inquisitores e a crueldade das acusações e punições a que as pessoas estavam sujeitas, principalmente as mulheres, neste que foi o ápice da caça às bruxas, fruto podre de várias gerações de 'religiosos' celibatários.

Neste texto, é possível ver retratadas com riqueza de detalhes questões muito pervertidas sobre sexo e bruxaria, é notável como em alguns trechos a bula papal se aproxima de um livro de pornografias.

A versão em inglês desta bula pode ser lida no site http://www.malleusmaleficarum.org/

Não vou me perder colocando pormenores encontrados neste livro por ter eu o propósito único de alertar e não de expor o lixo que se encontra neste texto.



Bem, já disse isso outras vezes, mas vou repetir, não custa. Todos os meus três leitores conhecem bem a natureza de meu ódio contra as obras do catolicismo romano e de como eu abomino a existência de tal religião. Este texto vem de encontro a essa necessidade que tinha de deixar um aviso a quem interessar possa: O catolicismo romano é uma forma pervertida e travestida de ocultismo e paganismo, de sorte que encontramos vários símbolos pagãos em igrejas e no Vaticano, temas estes que poderão ser abordados numa análise futura, quando pretendo comentar sobre como a Igreja Católica Romana age nos nossos dias, reiterando suas posições e crenças malignas, prova de que o que os próprios romanos dizem de si mesmos é verdade:


Roma nunca muda!








[fonte: http://www.espada.eti.br/n1676.asp e http://www.espada.eti.br/n1676b.asp]


12 de novembro de 2009

Pra não dizer que não falei das flores

Qualquer pessoa que tenha lido este blog sabe, eu adoro reclamar, reclamo mesmo, do que acho injusto, do que sei que é errado, de gente ignorante, reclamo de alguns professores, reclamo do trabalho, da faculdade, de posições estúpidas que vejo muita gente tomar por conta de não ter curiosidade, etc... É praticamente só reclamação por aqui.

Mas hoje resolvi que não vou reclamar, afinal, quando alguma coisa boa acontece, é justo dizer que foi bom e que o resultado foi agradável. Pois bem, qualquer pessoa que me conheça sabe também que, além de reclamar bastante, eu sou muito chato, pego no pé de todo mundo pois considero que gentileza não faz mal a ninguém, muito pelo contrário. Eu sou muito educado, modéstia à parte, conheço bem as mais variadas formas de gentileza e sei bem como tratar a qualquer pessoa, independente de quem seja, com a maior distinção e hospitalidade, pelo que exijo ser tratado da mesma forma e, sempre que possível, tento ensinar pessoas a terem boas maneiras e tratarem com fineza o próximo.

É engraçado isso, pois esta é uma característica muito minha, eu cobro das pessoas que me digam bom dia, por favor, com licença e essas coisas que brasileiro parece desconhecer... Algumas pessoas inclusive me advertem sobre isso, dizendo que não é educado ensinar boas maneiras às pessoas, que ninguém nunca vai aprender, que não existem mais cavalheiros e essas coisas todas que eu não acredito nunca. Afinal, como se muda o mundo? Eu não posso obrigar todo mundo a ser educado, mas posso constranger as pessoas a serem, agir de modo a deixá-las desconfortáveis pela falta de gentileza, ou ainda, se tiver mais liberdade, posso até dizer ‘você não disse bom dia!’ ou algo que o valha.

Este caráter pedagógico de minha fala, pra muita gente, parece perda de tempo ‘ninguém nunca vai aprender assim, as pessoas não vão mudar’ me dizem, mas eu penso o contrário, eu semeio gentileza, procuro sempre incomodar o menos possível as pessoas e ainda mostrar pra elas que um sorriso no rosto torna o dia mais belo e que um bom dia pode abrir várias portas. Não posso me dar ao luxo de desistir desta semeadura, pois considero que tornar alguém gentil é como plantar um campo, é preciso paciência e persistência, é preciso acreditar na semente e acreditar que ela vai brotar, mesmo que o terreno seja espinhoso, pedregoso, seco ou o que seja. Nem todas as sementes caem em boa terra, algumas nascem mas logo morrem, não foram regadas, estavam em terreno ruim. Mas eu aprendi uma coisa muito interessante sobre semeadura, que serve pra minha vida toda, que serve, considero eu, pra vida de todo mundo. Eu aprendi que semear é um ato necessário, que todo o tempo estamos plantando coisas, e os frutos que vamos colher dependem exclusivamente da nossa semente e ainda da persistência que temos em semear, não adianta ter uma ótima semente guardada, e muito menos semear péssimas sementes. Aprendi, ainda, que, como dito, nem todas as sementes vão germinar. E isso devo ao maior semeador que existe, Ele me mostrou como é dura a semeadura, como é difícil encontrar terra boa, onde não hajam espinhos que sufoquem a semente, onde não hajam corvos que roubem a semente, onde não hajam pedras. Este semeador é Deus, que, na bíblia, através da palavra de Cristo, na parábola do semeador, vai sempre semeando, semeia à beira do caminho, lança sementes que caem na maior diversidade de terrenos, até que uma, dentre muitas, encontra solo fértil onde produz frutos que podem produzir a 100 por 1.

Essa sementinha, seja de gentileza, seja uma sementinha de ortografia num vocabulário pobre, seja qual for, merece ser semeada. Pergunte-se se você tem feito a sua parte ou se apenas aguarda que aconteça alguma coisa pra mudar o que existe, se está na inércia ou se age. Meu maior orgulho é ver as sementes brotando. Uma vez alguém me disse “me lembrei de você hoje, fui pedir uma informação e disse ‘bom dia’ como você havia me dito ontem”. Fiquei muito orgulhoso mesmo, sempre fico, e, pra minha alegria, esse é apenas um de muitos exemplos que tenho.

Enfim, pra quem está acostumado a me ver só reclamando, hoje estou reconfortado, apesar de saber que isso é só a ponta do iceberg e que muito precisa ser feito pra eu ver alguma mudança significativa, mas agora tenho os indícios de que é possível, eu ouso acreditar que é possível mudar o mundo, e é isso que eu quero e vou fazer. E quem quiser mudar alguma coisa também, faça como eu faço, contribua positivamente, plante gentileza, plante amizade, honestidade e companheirismo. Não deixe ninguém te julgar sem te conhecer, te rotular sempre vai ser mais fácil do que tentar te conhecer, mas o que vale é conhecer.

Vou ousar dizer que isso não é nem fácil nem simples, pelo contrário. Mas ‘o caminho que escolhi é o estreito, até parece duro e espinhoso, mas é reto e perfeito’ e ‘ninguém me encontrará entre os fracos’.

Hoje, pra concluir, se eu puder deixar uma mensagem positiva neste blog, depois de tanta reclamação (e não pensem que acabaram, só dei uma pausa), a mensagem é essa: Semeie a gentileza: os frutos serão, sem dúvida, muito agradáveis pra você e pra todo mundo que vive com você.

[melodrama mode off]