17 de fevereiro de 2010
Inspiração
4 de fevereiro de 2010
Então é Natal! E carnaval, e páscoa, etc... E dai?
O avançar rápido dos anos, combinado com o mais rápido avançar de meu amadurecimento intelectual, tem me colocado frente a frente com fatos que me eram tão ignorados na minha infância quanto mal posso pensar em quão tristes são. E não gosto de pensar que muitas pessoas sequer dão importância a estes fatos, parece, para mim, que em todo o mundo eu sou o único que se importa com eles, que pensa, que escreve, que debate em seu interior sobre sua importância ou veracidade.
A cada segundo que passa, a cada instante que observo o frio caminhar do tempo, que se arrasta em seu rítmo que supostamente conhecemos, mas que o faz de modos diferentes pra diferentes expectadores em diversos lugares, percebo que, pouco a pouco, muralhas de antigos sofismas são desfeitas em minha mente, por intermédio das incessantes leituras que executo sempre que tenho oportunidade (e tenho sido agraciado por muitas oportunidades, nas últimas três semanas devorei quatro maravilhosas obras, que talvez compartilhe no futuro com meus leitores). A leitura é minha fuga deste mundo, e me faz querer cada vez mais estar fora dele, de seus laços e levar comigo tantas pessoas quanto eu consiga liberar e carregar comigo.
Voltando ao escopo da mensagem, após fazer os rodeios que sempre acompanham tudo que escrevo, frutos de uma necessidade interna de justificar todos os atos que pratico, gostaria de escrever algumas linhas sobre nosso calendário, principalmente no que se refere às nossas datas comemorativas.
Os nossos amados feriados, que com tanta estima e anseio esperamos, desejando um merecido descanso para o dia a dia tão fadigante que vivemos, consoante posso observar, é, em sua quase totalidade, fruto de datas comemorativas pagãs, algumas vezes travestidas, outras vezes, escancaradas. Questiono, dentro de mim mesmo, se nosso calendário é de fato Cristão, e sempre obtenho a mesma resposta após praticar minha costumeira dialética: Não.
Eu fico profundamente magoado ao ver que, por intermédio de melindrosos meios, forças encaminharam o curso dos eventos de forma que cada dia de nosso calendário fosse designado a um propósito muito escuso, o qual sequer tenho estômago para discutir no atual momento.
Passemos a alguns fatos, já que meu interesse nem de longe é a exaustão do assunto: falarei de algumas datas que fazem parte de nosso dia a dia e que, para meu desalento, têm suas raizes nos mais antigos ritos e tradições pagãs que se pode imaginar.
O Natal, data que foi citada em meu primeiro parágrafo, por exemplo, deveria simbolizar, teóricamente, o nascimento do Filho de Deus, o próprio Cristo, que veio ao mundo trazer sua mensagem de amor e tolerância, sua palavra de salvação e misericórdia. A própria decisão de se tomar uma data como simbólica de seu nascimento pode ser facilmente combatida com argumentos tão simples que qualquer criança poderia os articular, pelo que não os comentarei. Faço, portanto, uma pausa exatamente na escolha particular da data em que é celebrado, mesmo por muitas culturas que não acreditam em Cristo como o Filho do Deus vivo, enviado em favor dos que o aceitaram. Aposto um vintém que ninguém dentre meus leitores jamais se perguntou "Mas o que levou à escolha do dia vinte e cinco de dezembro?". Pois bem, esta data em particular, que antes de o cristianismo ascender como religião preferida em Roma, era largamente utilizada por pagãos como data cativa e dedicada ao nascimento do deus-sol invencível, foi escolhida de modo a amenizar as diferenças que pudessem existir entre estes e os Cristãos, apoiados pela simpatia de vários cezares, que dedicaram muitos favores a estes, após alguns séculos de perseguição, e que precisavam encontrar meios de fazer com que os antigos pagãos sentissem simpatia pela nova crença imposta pelo Estado. A seguir, temos a arvore de natal e os presentes, tradições muito antigas que remetem aos paises escandinavos, e a antigas histórias de apostasia originadas por rebeldes pré Cristãos que se desviaram dos caminhos do povo de Israel e se enveredou por caminhos heréticos. A escolha do pinheiro foi baseada em questões práticas, não vou discutir. E os presentes são oriundos dos escandinavos, que atribuiam a um de seus deuses, Odin, a incumbência de distribuir entre os seus presentes. Por sua vez, as guirlandas são obviamente um símbolo do mais puro paganismo, e são como portas de entradas para divindades, razão pela qual são colocadas nas portas, além de vários deuses egípicos a ostentarem em suas cabeças. As velas, por sua vez, tem relação também com o deus sol, uma forma de mante-lo vivo, as velas foram com o tempo substituidas pelas luzes elétricas dos pisca-pisca, que têm o mesmo efeito. Só pra finalizar, contemplando os mais famosos símbolos de Natal, sem falar muito da origem do papai noel que está em Nicolau, queria por fim falar sobre o presépio, que muitos consideram a única alusão a Jesus, que é, na verdade, um templo de adoração ao deus Baal, ou Beliel, o mesmo adorado por meio dos obeliscos, símbolos tão conhecidos do paganismo, e muito presente em tantas construções católicas. Desta forma, temos que o presépio nada mais é do que um altar dedicado a esta divindade, um símbolo travestido de idolatria. Todos os anos, a celebração católica romana do natal no Brasil (quanta contradição na mesma frase, não?) é celebrada diante de um presépio com símbolos babilônicos (heréticos) de adoração ao deus Baal, e que nada tem a ver com o Evangelho genuíno trazido por Cristo.
Eu me alonguei demais falando só sobre o Natal, poderia falar ainda da páscoa, do carnaval, de Corpus Cristi (se é assim que se escreve) (Corpus Cristi este que é a celebração mais ridícula desta civilização, realizado em adoração a uma bolacha...). Há muitos outros exemplos, os católicos romanos fizeram o favor de criar 'santos' para cada um dos dias do ano, o que nos deixa numa sinuca de bico, e que demandaria muito tempo para serem analisados convenientemente.
E meu interesse hoje é só deixar um alerta, para que estejamos atentos às comemorações existentes, e para que não caiamos nos laços sutis de quem deseja nos roubar, matar e destruir. Ainda há tempo, a verdade trás liberdade, eu tenho me libertado a cada dia, desejo o mesmo para quem quer que leia minhas palavras.
Me desculpo antecipadamente por quaisquer deslizes de meu portugês, estou enferrujado e não revisei o texto depois de pronto.
Lembrem-se: Roma nunca muda!
17 de novembro de 2009
Cristianismo?
Nesse sentido, estive por algum tempo pesquisando, como já fiz em outras épocas, quando me interessei pelas Guerras Mundiais. Mas atualmente tenho buscado algum referencial teórico pra embasar as teorias que pretendo sustentar no meu trabalho de conclusão de curso. Acredito que nem todas as três pessoas que freqüentam este blog conheçam a temática deste trabalho, onde me aproveito da brecha criada em meu curso para o estudo da história para tentar provar, com base em documentos, que a Igreja Católica sempre foi uma instituição com razões escusas de existir, e que nunca houve nesta nenhum rastro de cristianismo.
Enquanto cristão, me chateia bastante ver como a 'Santa' Igreja vem denegrindo a imagem tanto de Cristo quanto de seu legado, a palavra que Ele nos deixou. E é esta minha motivação: Tentar abrir os olhos das pessoas para estes fatos que são desconhecidos de muitos. E hoje estou escrevendo com este propósito - trazer, em linhas gerais, minhas razões e o que tomarei de base para compilar meu TCC.
Tenho pensado bastante sobre qual linha seguirei, acredito que trabalhando de modo a confrontar as atitudes do catolicismo romano em face do que diz a bíblia, conseguirei algum sucesso na minha jornada. E pra isso é necessário que o leitor compreenda um fato simples: A Igreja Católica Apostólica Romana usurpou e continua usurpando do Ministério de Cristo para perpetuar o império romano, sem ter absolutamente nenhuma preocupação com o que de fato representa o Ministério de Cristo, que, de acordo com a Bíblia, o único registro fidedigno deste, é um ministério de amor e paz.
Ora, como dizer que é de paz uma Igreja que, por mais de um milênio, torturou, queimou e mutilou dezenas de milhões de pessoas em toda a Europa? O fato é que, como já discuti anteriormente, a Igreja Católica Romana foi uma arma que surgiu apenas para cumprir, a princípio, dois objetivos simples: primeiro o de conter o crescimento do evangelho e do cristianismo, que vinham se propagando de forma espantosa por todo o império, o que afrontava fortemente a cultura pagã da civilização greco-romana; depois, o catolicismo surge como meio de estender o domínio dos romanos, que se encontrava em decadência e precisava recuperar sua hegemonia, no que foram extremamente bem sucedidos, consoante nos mostra a própria história.
Veja que em nenhum destes objetivos se encaixa a pregação do
Evangelho da paz que Cristo nos trouxe. Ele mesmo disse: "Eu vim para que tenham vida, e vida em abundância". Não consigo encontrar ligação entre as palavras do Salvador e o que foi feito pelos católicos romanos desde o surgimento da Igreja Católica.
Depois de estabelecido o 'cristianismo' como religião oficial do estado, os romanos, que já vinham de matar cristãos no coliseu como uma forma de entretenimento, passaram agora a cometer uma nova forma de matança, dos supostos hereges e bruxas, que sequer tinham definições estabelecidas, de sorte que era possível que cada inquisitor definisse da forma mais conveniente qual seria o conceito de heresia e bruxaria, defendendo, inegavelmente, os interesses políticos dominantes, escolhendo estes ou aqueles inimigos ao sabor das demandas do império, travestido de religião.
Em nome de Deus, milhões de pessoas foram assassinadas, perseguidas, torturadas, em nome de Cristo, as pessoas viviam amedrontadas, vigiando cada passo, pois, na inquisição, a mais leve suspeita era marca patente de culpa, sem direito a apelação ou defesa. Veja aqui outro ponto interessante: Eles matavam pessoas em nome de Cristo, enquanto o próprio Cristo já dizia que seu ministério é de paz, e que ele veio trazer a vida!
A Igreja Católica sempre foi uma forma travestida de paganismo e ocultismo, através da qual muitas obras demoníacas foram levadas a cabo, homens e mulheres eram oferecidos como sacrifícios, queimados nas fogueiras após maquiavélicas sessões da mais cruel tortura. Entenda, leitor, que tortura e sacrifício humano no fogo sempre foram características tanto da magia negra quanto da magia branca, e que quanto maior o sofrimento na tortura e na morte, maior o sucesso nestas empreitadas nefastas.
Outra questão muito pertinente sobre o catolicismo romano emana do celibato. O celibato, ou abstinência de sexo, que não existia no princípio do catolicismo, mas que foi implantado após alguns séculos, foi outra forma de manifestar a perversidade e a sujidão desta igreja. Os padres, bispos e outros celibatários tinham seus desejos sexuais naturais suprimidos, o que gerava graves desvios de personalidade e transgressões tão pervertidas que sequer consigo transcrevê-las. Resultado desta perversão e abominação foi uma incontrolável obsessão sexual que resultou na morte de incontáveis mulheres na época da inquisição, mulheres que, nesta época, viviam amedrontadas face à ameaça dessa sombria instituição. Os padres dentro de seus confessionários ameaçavam com a inquisição mulheres que se negassem a coabitar com eles, o que fazia com que muitas sucumbissem a tal pedido, sabendo que a acusação nesta época era certeza de culpa. As humilhações a que as mulheres eram submetidas beiram o impensável: estupros sádicos, exposição pública, mutilações sem fim à busca da 'marca do diabo', que supostamente existia em todas as ditas bruxas, entre outras mais de crueldade igual ou superior.
Neste ponto se faz necessário um parêntese muito importante. Hoje o celibato ainda é uma base no catolicismo, os 'religiosos' se mantém (teoricamente) afastados de relações sexuais, supostamente para 'aumentar a santidade', mas os frutos que vemos são bem diversos da santidade pretendida: nos nossos dias muitos padres têm sido pegos na pedofilia, sem contar os padres que são pais e os que têm, à sorrelfa, mulher e 'família'. A questão é bem simples: por que a igreja católica romana não entrega às autoridades os padres e religiosos acusados de crimes como pedofilia? O que leva a igreja a não excomungar tais transgressores? A resposta é tão suja que me causa náuseas. O motivo pelo qual a igreja não expurga estes indivíduos é que tal expurgo seria ruim para a sua imagem, a igreja católica romana não deseja ver sua 'boa' imagem denegrida por acusações de pedofilia, prefere, ao invés disso, transferir para outras localidades tais padres, onde eles podem até ter novamente contato com crianças pequenas, de sorte que não raro há reincidências em casos como estes. Mais vale preservar a 'boa imagem' do que os bons costumes ou o amor pregado por Cristo.
Meu desejo com este texto não é a violência gratuita contra o catolicismo romano, é apenas trazer à luz fatos que são desconhecidos de muitos. Apesar de ser fácil enveredar por este caminho, eu desaconselho fortemente o ódio e o julgamento e ressalto: meu interesse é unicamente dar a você, leitor, meios para compreender como, por diversos séculos, o catolicismo vem enganando as famílias e roubando nossa fé, distorcendo o Evangelho de Cristo e arrastando milhares de vidas para o abismo, donde certamente emana a direção de tal igreja.
Livros escritos para dirigirem a inquisição têm questões bastante interessantes sobre estes temas, livros donde podemos extrair a verdadeira face da religião católica romana, além de compreender a natureza satânica de suas obras. Uma interessante e que merece citação, mesmo que superficial, neste texto é o 'O Martelo das Feiticeiras' (Malleus Maleficarum - no original). Tal bula, que serviu de base para julgamentos, torturas e assassinatos, foi escrita e assinada no ano de 1484 pelo papa Inocêncio VIII. Nesta obra são relatados detalhes de como procediam os inquisitores e a crueldade das acusações e punições a que as pessoas estavam sujeitas, principalmente as mulheres, neste que foi o ápice da caça às bruxas, fruto podre de várias gerações de 'religiosos' celibatários.
Neste texto, é possível ver retratadas com riqueza de detalhes questões muito pervertidas sobre sexo e bruxaria, é notável como em alguns trechos a bula papal se aproxima de um livro de pornografias.
A versão em inglês desta bula pode ser lida no site http://www.malleusmaleficarum.org/
Não vou me perder colocando pormenores encontrados neste livro por ter eu o propósito único de alertar e não de expor o lixo que se encontra neste texto.
Bem, já disse isso outras vezes, mas vou repetir, não custa. Todos os meus três leitores conhecem bem a natureza de meu ódio contra as obras do catolicismo romano e de como eu abomino a existência de tal religião. Este texto vem de encontro a essa necessidade que tinha de deixar um aviso a quem interessar possa: O catolicismo romano é uma forma pervertida e travestida de ocultismo e paganismo, de sorte que encontramos vários símbolos pagãos em igrejas e no Vaticano, temas estes que poderão ser abordados numa análise futura, quando pretendo comentar sobre como a Igreja Católica Romana age nos nossos dias, reiterando suas posições e crenças malignas, prova de que o que os próprios romanos dizem de si mesmos é verdade:
Roma nunca muda!
[fonte: http://www.espada.eti.br/n1676.asp e http://www.espada.eti.br/n1676b.asp]
12 de novembro de 2009
Pra não dizer que não falei das flores
Qualquer pessoa que tenha lido este blog sabe, eu adoro reclamar, reclamo mesmo, do que acho injusto, do que sei que é errado, de gente ignorante, reclamo de alguns professores, reclamo do trabalho, da faculdade, de posições estúpidas que vejo muita gente tomar por conta de não ter curiosidade, etc... É praticamente só reclamação por aqui.
Mas hoje resolvi que não vou reclamar, afinal, quando alguma coisa boa acontece, é justo dizer que foi bom e que o resultado foi agradável. Pois bem, qualquer pessoa que me conheça sabe também que, além de reclamar bastante, eu sou muito chato, pego no pé de todo mundo pois considero que gentileza não faz mal a ninguém, muito pelo contrário. Eu sou muito educado, modéstia à parte, conheço bem as mais variadas formas de gentileza e sei bem como tratar a qualquer pessoa, independente de quem seja, com a maior distinção e hospitalidade, pelo que exijo ser tratado da mesma forma e, sempre que possível, tento ensinar pessoas a terem boas maneiras e tratarem com fineza o próximo.
É engraçado isso, pois esta é uma característica muito minha, eu cobro das pessoas que me digam bom dia, por favor, com licença e essas coisas que brasileiro parece desconhecer... Algumas pessoas inclusive me advertem sobre isso, dizendo que não é educado ensinar boas maneiras às pessoas, que ninguém nunca vai aprender, que não existem mais cavalheiros e essas coisas todas que eu não acredito nunca. Afinal, como se muda o mundo? Eu não posso obrigar todo mundo a ser educado, mas posso constranger as pessoas a serem, agir de modo a deixá-las desconfortáveis pela falta de gentileza, ou ainda, se tiver mais liberdade, posso até dizer ‘você não disse bom dia!’ ou algo que o valha.
Este caráter pedagógico de minha fala, pra muita gente, parece perda de tempo ‘ninguém nunca vai aprender assim, as pessoas não vão mudar’ me dizem, mas eu penso o contrário, eu semeio gentileza, procuro sempre incomodar o menos possível as pessoas e ainda mostrar pra elas que um sorriso no rosto torna o dia mais belo e que um bom dia pode abrir várias portas. Não posso me dar ao luxo de desistir desta semeadura, pois considero que tornar alguém gentil é como plantar um campo, é preciso paciência e persistência, é preciso acreditar na semente e acreditar que ela vai brotar, mesmo que o terreno seja espinhoso, pedregoso, seco ou o que seja. Nem todas as sementes caem em boa terra, algumas nascem mas logo morrem, não foram regadas, estavam em terreno ruim. Mas eu aprendi uma coisa muito interessante sobre semeadura, que serve pra minha vida toda, que serve, considero eu, pra vida de todo mundo. Eu aprendi que semear é um ato necessário, que todo o tempo estamos plantando coisas, e os frutos que vamos colher dependem exclusivamente da nossa semente e ainda da persistência que temos em semear, não adianta ter uma ótima semente guardada, e muito menos semear péssimas sementes. Aprendi, ainda, que, como dito, nem todas as sementes vão germinar. E isso devo ao maior semeador que existe, Ele me mostrou como é dura a semeadura, como é difícil encontrar terra boa, onde não hajam espinhos que sufoquem a semente, onde não hajam corvos que roubem a semente, onde não hajam pedras. Este semeador é Deus, que, na bíblia, através da palavra de Cristo, na parábola do semeador, vai sempre semeando, semeia à beira do caminho, lança sementes que caem na maior diversidade de terrenos, até que uma, dentre muitas, encontra solo fértil onde produz frutos que podem produzir a 100 por 1.
Essa sementinha, seja de gentileza, seja uma sementinha de ortografia num vocabulário pobre, seja qual for, merece ser semeada. Pergunte-se se você tem feito a sua parte ou se apenas aguarda que aconteça alguma coisa pra mudar o que existe, se está na inércia ou se age. Meu maior orgulho é ver as sementes brotando. Uma vez alguém me disse “me lembrei de você hoje, fui pedir uma informação e disse ‘bom dia’ como você havia me dito ontem”. Fiquei muito orgulhoso mesmo, sempre fico, e, pra minha alegria, esse é apenas um de muitos exemplos que tenho.
Enfim, pra quem está acostumado a me ver só reclamando, hoje estou reconfortado, apesar de saber que isso é só a ponta do iceberg e que muito precisa ser feito pra eu ver alguma mudança significativa, mas agora tenho os indícios de que é possível, eu ouso acreditar que é possível mudar o mundo, e é isso que eu quero e vou fazer. E quem quiser mudar alguma coisa também, faça como eu faço, contribua positivamente, plante gentileza, plante amizade, honestidade e companheirismo. Não deixe ninguém te julgar sem te conhecer, te rotular sempre vai ser mais fácil do que tentar te conhecer, mas o que vale é conhecer.
Vou ousar dizer que isso não é nem fácil nem simples, pelo contrário. Mas ‘o caminho que escolhi é o estreito, até parece duro e espinhoso, mas é reto e perfeito’ e ‘ninguém me encontrará entre os fracos’.
Hoje, pra concluir, se eu puder deixar uma mensagem positiva neste blog, depois de tanta reclamação (e não pensem que acabaram, só dei uma pausa), a mensagem é essa: Semeie a gentileza: os frutos serão, sem dúvida, muito agradáveis pra você e pra todo mundo que vive com você.
[melodrama mode off]
28 de outubro de 2009
Jurassic Park
Bem, vamos aos fatos: Primeiro o já sabido - Eu ABOMINO a Igreja Católica, mais do que a qualquer outra instituição ou organização. Por motivos muito claros e explícitos, já abordados neste blog.
Ora, isto posto, o motivo de minha raiva é: Hoje foi anúnciada a descoberta de um fóssil de mosquito preservado em seiva de alguma árvore, com data de aproximadamente 100 milhões de anos, nada muito excepcional numa primeira abordagem, pra constar, o mosquitinho tem três olhos, dois chifres abaixo dos olhos, pernas longas, mandíbulas pequenas, dizem os especialistas que era herbívoro, principalmente pelos vestígios de pólem nas longas pernas.
Ai você se pergunta: Que raios tem a ver o mosquito na resina e a igreja católica? Não poderia ser mais simples: Esta instituição de idiotas, fundada por Teodósio I aproximadamente no ano de 381 depois de Cristo, por mais de 1600 anos vem minando a inteligência dos homens e contaminando todo o mundo, como um virus, travestido de Cristianismo, mas que nem de longe se parece com o que Jesus, o Cristo, ensinou e deixou registrado por seus apóstolos no novo testamento, nem muito menos se assemelha à visão de mundo apresentada pelo Velho Testamento, onde os profetas, ao registrar a história do povo Judeu, registrava também suas crenças e o modo como seu Deus lhes falava e agia.
Devido a todos estes anos de escravidão de uma doutrina pobre, hoje nossa sociedade tem uma visão extremamente distorcida de quem seja Deus e de como ele, através da Bíblia, descreve a sua criação, de maneira poetizada e claramente evidenciando a óbvia ignorância de seus escritores sobre os pormenores da criação que hoje conhecemos, pois é óbvio que os profetas, devido a total ausência de estudos, jamais poderiam escreverem sobre física, biologia e afins. Apesar dessa ignorância toda, a Bíblia é bem coesa ao explicar a existência das coisas, evidente na ordenação da criação das formas de vida e em momentos contundentes, como, por exemplo, o fato de ser a terra redonda, fato que, por pelo menos 1000 anos, foi abertamente negado pela Igreja, que perseguiu e matou quem se opusesse ao pensamento de um planeta plano.
Dai, voltando ao mosquito, me vem um idiota (IDIOTA mesmo, é que não dá pra gritar aqui) e diz 'a Bíblia fala que a terra tem 10.000 anos, então não foi Deus quem criou esse mosquito). Puxa que partiu, tinha me acalmado, mas diante de uma IDIOTISSE dessas, já foi tudo às favas. Queria poder ver tal babaca me mostrar onde, na Bíblia, há alguma referência à idade deste planeta, estimada em alguns bilhões de anos.
Sinceramente, acho que a fé é algo individual e cada um acredita naquilo que está de acordo com seu nível de intelecto, e que ninguém deva ter a mesma visão que eu tenho sobre a criação e a existência de vida. Mas também não posso aceitar uma visão tão medíocre quanto a exposta. Oras, será que ninguém disse pra este bitolado que a Bíblia e o velho testamento são visões poéticas da criação, que elas se permeiam com a história do povo judeu e etc.?
Se, na Bíblia mesmo, consta que, para Deus, um dia é como mil anos, e que mil anos são como um dia, como eu vou poder dizer se Deus demorou mesmo um período de seis dias de 24 horas para criar tudo que existe? Primeiro é preciso saber uma coisa simples: Deus criou o universo e tudo que existe nele, incluindo o tempo, que é uma das quatro dimensões experenciaveis desse nosso universo, as outras são espaciais, as três dimensões. Agora, acredito eu que Deus tenha feito a analogia aos dias para ilustrar as separações entre os tipos de animais, e que a complexidade da vida estava contida nesse meio tempo somente de modo muito superficial.
Mas como eu tinha apenas a intenção de externar minha ira, está feito, uma análise filosófica poderá ser feita num outro momento.
4 de outubro de 2009
Histórias do que poderia ser
No decorrer de minhas atividades tenho notado que, por mais que me esforce, por mais que eu tente fazer um bom trabalho ou ser reconhecido por uma área mais interessante, tudo o que tenho colhido é o sabor amargo de seguidas decepções.
Ao passo que levo adiante minha rotina, percebo que enfrento mais e mais dificuldades e preconceitos, além, é claro, do total abandono e descaso que o desvalorizado cargo que ocupo proporcionam. Não consigo, face a tais adversidades, encontrar forças para continuar, quando todo o mais me faz desejar tão somente o fim deste martírio.
Infrutíferas tentativas de mudar a situação foram empreendidas, sem sucesso, as oportunidades que dei a meus superiores de me ajudarem com melhores condições de trabalho foram estéreis e, no final, tudo volta pro mesmo lugar de onde partiu: estou sozinho e sem expectativas, desmotivado, sentindo o desperdício de minhas habilidades ser cada vez maior e as oportunidades de mudança cada vez mais remotas.
Não há, a vista destas coisas, um motivo sequer que me prenda, nada que me faça querer retornar amanhã e continuar em tão vazia jornada, tal um Dom Quixote, buscando incessantemente resultados que jamais poderão ser alcançados, um sonho sem razão de ser, uma jornada solitária na qual não existe sequer um Sancho Pança que me motive, continuo caminhando só, sem esperança e sem rumo, como quem procura um objetivo inatingível.
“I walk this empty street, on the boulevard of broken dreams”
Só me resta uma pergunta, cuja resposta eu sei de cor, mas me recuso a acreditar:
“O que me traz aqui todos os dias?”
Nada, nada... Não há razão, nem mesmo uma imaginária, que me arraste pra este calvário, quando minha vontade, o clamor de meu corpo e alma é, tão somente, uma mudança, qualquer que seja, que me carregue pra bem longe, através da porta, através da rua, da cidade, do estado... Que me leve através do planeta, pelo universo, sempre mais longe, sempre, longe...
Enquanto não encontro ou reconheço esta realidade, sou obrigado a conviver todos os dias com tão hostil ambiente e tão adversas circunstâncias.
Meu desejo, neste caminho, é que eu consiga entender o objetivo disto tudo, do que foi dito e do que estas linhas não podem comportar, não existem palavras em meu extenso vocabulário que traduzam fielmente as aflições que meu coração enfrenta.
Mas agora, feito este lamento, consigo ao menos imaginar que, por um instante pude traduzir parte de meus sentimentos, conversando com minha habilidade de escrever para poder externar o que de tão íntimo existe: a decepção de viver todos os dias sendo menos do que poderia ser, e aprender com isso.
26 de setembro de 2009
Descobertas...
Me perguntava sempre, mas quais razões levaram o patrão a escolher alguém com um português tão medíocre, carregado de tantos vícios de linguagens, que não consegue conjugar um verbo em qualquer tempo que seja, e que, além de não ser hábil em sua língua pátria, muito menos em qualquer língua estrangeira, ainda por cima não conhece absolutamente nada de atualidades, não sabe os comandos mais básicos de informática, tem dificuldades tremendas em matemática e pra completar não possui o menor interesse e vontade de aprender coisas novas, de saber mais sobre a vida, não gosta de ler, nem de escrever, só se importa com revistas de fofocas, futilidades, novelas, futebol, enfim, toda essa desgraça que existe à rodo por onde quer que se olhe a ocupar uma posição mais elevada que eu?
Não era justo que alguém como eu, versado em vários autores da literatura clássica, conhecedor profundo de computadores, seja em nível de software ou de hardware, dotado de tão agradável nível de escrita e fala em língua portuguêsa, totalmente capaz de me comunicar em língua inglesa, que possui tamanho interesse em história, física, matemática, atualidades, tecnologia, enfim, alguém inteligente e culto, com língua de eruditos, versado ainda em direito, com conhecimentos em administração de empresas, marketing, filosofia, alguém que gosta de desafios, que aprende rápido, que tem coragem de trabalhar e não tem medo de enfrentar o que vier, ou seja, alguém que procura se sobressair e ser o melhor no que quer que faça, não achava justo que eu, com esse perfil tão aguçado, não conseguisse um cargo com boa remuneração e onde todas as habilidades que possuo fossem colocadas à prova, fossem exigidas ao máximo e incrementadas, um 'bom emprego' como me disseram certa feita...
Convivi contrariado com este fato por muitos anos, infernizado pelo sucesso de gente tão ignorante e medíocre ao passo que eu ficava para trás, a despeito de minha dedicação e força de vontade, até que, num belo dia, ouvi algo que foi capaz de mudar minha percepção das coisas, que foi capaz de me retirar a amargura de não haver ainda conquistado o tão sonhado sucesso profissional que me forneça condições mais agradáveis de sustentar minha família. Estava reclamando, ou melhor, corrigindo, erros de português em textos da empresa que trabalho, quando o colega da mesa ao lado, Bruno Capra, me disse: 'Cara, as empresas não querem funcionários inteligentes, elas querem funcionários que sejam especialistas no que fazem'.
Poxa vida, como nunca havia pensado nisso antes? Vivi tanto tempo decepcionado comigo mesmo por não colher os frutos de meu esforço em estudar e me manter atualizado, e, com tamanha simplicidade e coerência, tive abertos meus olhos para esta realidade, apesar de saber fazer muitas coisas, eu nunca fui especialista nisso ou naquilo, mas sempre soube fazer bem o que todos os outros faziam e mais outros inúmeros 'plus', algo que, pelo que parece, não é bem visto pelos patrões, que estão eles próprios longe desse nível de intelecto.
Ora, nada mais me deixa abatido agora no trabalho, tenho enfrentado todo dia tarefas ridículas e repetitivas, ciente de que quem quer que esteja ocupando um cargo melhor que o meu, pelo menos onde trabalho agora, não possui o coeficiente de inteligência que eu, e que, ainda por cima, sequer desconfia de minhas inúmeras habilidades e seria capaz de supor que elas são delírio de minha cabeça e que não sou eu possuidor de todas elas.
Era isso, achei salutar postar este pensamento tão sem modéstia, apesar de saber que quase ninguém vai levar a sério o que eu disse, mas nada disso importa, escrevo pra mim mesmo, gosto de ter uma cópia de minhas idéias pra referência futura.
Sem mais, agradeço novamente ao Bruno Capra por ter me apresentado tão formosa realidade.